Home Produtos Novidades Soluções
Nós TEK Serviços Downloads

O perigo do uso de cabos CCA

No panorama económico actual, a fim de reduzir o custo dos cabos, uma variedade de abordagens têm sido aplicadas, tais como a redução do diâmetro dos condutores ou mesmo a alteração da construção fundamental do cabo e dos condutores. Todas estas abordagens violam o espírito dos standards internacionais e, em alguns casos, como veremos a seguir, reivindicam o cumprimento numa base fraudulenta. Este documento discute estas questões e preocupações resultantes da utilização destes mesmos cabos, focando-se essencialmente na adição de ligas de características elétricas mais pobres do que o cobre e na redução do diâmetro dos condutores.

 

O que dizem os standards? Que os condutores são em cobre.

Europa – norma EN 50288:  “the conductor shall be solid copper and comply with the requirements of EN50288-1:2003” e “the conductor shall be plain or metal coated”

 

Internacional – norma IEC 61156: “the conductor shall be a solid annealed copper conductor”

 

EUA – norma ANSI/TIA-568-C.2 por referência ao standard ANSI/ICEA S-90-661-2006: “solid conductors shall consist of commercial pure, annealed, bare copper …” and that, where used “tin coated conductors shall consist of commercially pure, solid annealed copper, tin coated …”

 

 

Os Perigos

 

1. Problemas de testes a baixas frequências:
A maior resistência do alumínio conduz directamente a duas possíveis falhas quando os cabos instalados com maiores comprimentos de Permanent Link são testados.
a) Os cabos instalados acima de 70m e abaixo de 90m, mostram uma falha na Direct Current Resistance (DCR) simplesmente devido à maior resistência do alumínio e do comprimento físico do cabo.
b) A atenuação de baixa frequência ou a perda de inserção do link também mostram falhas na mesma faixa de 70m a 90m.
É difícil definir um comprimento onde estas falhas aparecem, devido à variação dos tipos e qualidade de cabos CCA (Copper Clad Aluminum – Cobre sobre Alumínio)  no mercado. As versões realmente baratas têm agora menos de 20% de cobre e falham os requisitos de DCR e atenuação a baixa frequência em comprimentos mais curtos do que 70m.
O mesmo também é válido para outras soluções de baixo custo que pretendem ser Categoria 5e/6, como CCS (Copper Clad Steel – Cobre sobre Aço) e CCC (Copper Clad Copper – Cobre sobre Cobre). Talvez a mais comprometida, em termos de distância de transmissão é o CCS (por exemplo, <30 m), enquanto produtos CCC que empregam uma liga de cobre revestido de cobre puro terão valores semelhantes aos cabos CCA.
2. Marcação CE de conformidade:
A marcação CE é cumprir com a directiva de baixa tensão (LVD) e é uma obrigação do fabricante, importador e distribuidor para manter uma "Ficha Técnica” de especificações e informações para o produto. Quando um produto está em conformidade com a publicação das normas nacionais ou internacionais de base para a declaração de conformidade CE é bastante simples e não acarreta qualquer problema. Quando um produto como o cabo CCA é introduzido no mercado e que não está de acordo com as normas, sobre o responsável pela colocação no mercado, por distribuir ou instalar o produto, recai toda a responsabilidade para justificar a conformidade do seu produto com os requisitos essenciais de segurança LVD e potenciais problemas.
3. Condutores quebrando durante a terminação:
A reduzida força do condutor CCA normalmente leva à fraca retenção do fio dentro do conector isolado (IDC), sendo ligações de fraca qualidade. Os contactos IDC são projectados para o cobre, alguns CCA vão saltar fora imediatamente ou mais tarde.
4. Problemas de oxidação:
O alumínio oxida e isto fará com que apareçam problemas de baixas e altas frequências, o que pode não ocorrer imediatamente após o teste de instalação. Depois de algum tempo da instalação, a rede começa a ficar com velocidades lentas ou pode até mesmo falhar completamente.
5. Sobreaquecimento dos cabos:
Os cabos de par entrançado podem transportar, hoje, com os equipamentos PoE+ (em conformidade com a norma 802.3at) cerca de 35 Watts de potência para telefones IP, Access Points e câmaras IP. Em instalações maiores não tem sido comum o uso destes tipos de cabos, mas sim de cabos de cobre puro e de boa qualidade, mas com um número significativo de cabos instalados, a subida de temperatura gerada através da agregação em conjunto com o aumento da resistência dos cabos CCA conduzirá à falha da rede em comprimentos de cabo abaixo de 70 metros e, simultaneamente, aumenta o envelhecimento precoce dos cabos.
Quando os cabos de par entrançado são usados para fornecer energia, dois problemas têm de ser considerados. Em primeiro lugar, os cabos dissipam energia, sob a forma de calor, na proporção da sua resistência que é, para um condutor de cobre sólido, inversamente proporcional ao quadrado do diâmetro do mesmo condutor. Por outras palavras, se o diâmetro do condutor é reduzido para metade, então a energia dissipada aumenta quatro vezes. Em segundo lugar, a temperatura que atinge o cabo depende dos cabos adjacentes (e serão mais elevados no centro de um grupo de cabos ou quando localizados em sistemas de caminhos de cabos isolados). Este aumento de temperatura também têm dois efeitos potenciais: se o cabo fica muito quente vai quebrar no sentido físico, mas mesmo em temperaturas menores as perdas de inserção do cabo aumentam, o que potencialmente reduz a distância de transmissão máxima sobre as quais as aplicações podem ser suportadas.

 

CONCLUSÃO: É uma certeza que o utilizador final vai estar comprometido com as limitações de implantação e desempenho de não-conformidade de cabos CCA, CCS, CCC e cabos de cobre de diâmetro reduzido.

PC, UPC e APC, qual o significado

Por vezes aparecem, nas designações dos cordões e pigtails, algumas letras que geram alguma confusão. Estas referem-se ao polimento do férrulo do conector, sendo um dos factores que definem a qualidade e a performance dos conectores, pigtails e patch cords. Bem como o preço: ultimamente, temos assistido ao aparecimento de "fiber assemblies" com componentes que não são sequer PC, bastante maus, com valores de perdas enormes. Apesar do preço baixo, têm um custo final elevado, pois levam à perda de informação, retransmissões, lentidão da rede, perdas de tempo e gastos energéticos.
O UPC é melhor do que o PC, o APC melhor ainda do que qualquer um dos outros.
O PC e o UPC são faciados direitos, o APC tem um ângulo de 8%.
Em fibra monomodo podemos ter PC, UPC ou APC, enquanto que em multimodo não temos a versão APC .
- tipo PC (Physical Contact) - return loss de 40dB ou mais
- tipo UPC (Ultra Physical Contact) - return loss de 50dB ou mais
- tipo APC (Angled Physical Contact) - return loss de 60dB ou mais
(atenção: quanto maior o valor return loss melhor a performance).

A diferença entre Class EA / Cat.6A e Cat.6A

Existem hoje diversas versões e designações sobre esta categoria, que nos leva até aos 500MHz. O standard internacional ISO/IEC 11801 e a norma europeia EN 50173 definem as configurações de Channel e Permanent Link como Class EA, enquanto que a especificação de Component é chamada Cat.6A . Por sua vez, o standard americano EIA/TIA 568-B.2 chama, tanto ao Canal, ao Permanent Link e aos Componentes de Cat.6A.

Standard Configuração 250 MHz 500 MHz
ISO/IEC Channel Class E Class EA
Permanent Link Class E Class EA
Component Cat.6 Cat. 6A
CENELEC Channel Class E Class EA
Permanent Link Class E Class EA
Component Cat.6 Cat. 6A
EIA/TIA Channel Cat.6 Cat.6A
Permanent Link Cat.6 Cat.6A
Component Cat.6 Cat.6A

 

Não apenas as nomenclaturas são diferentes. Os parâmetros são também diferentes:




ISO/IEC EIA/TIA ISO/IEC mais rigorosa
Channel PS NEXT @ 500 MHz in dB 24.8 23.2 1.6
Permanent Link PS NEXT @ 500 MHz in dB 26.4 23.8 2.6
Component Cat. 6A NEXT @ 500 MHz in dB 37.0 34.0 3.0

O que decidir? Que opção tomar? Seguir o standard da sua região, ou adoptar o standard internacional ISO/IEC 11801.